sábado, agosto 13, 2005

Teimosia....

Teimoso é aquela pessoa que não concorda com a gente. Isso é fato comprovado e certo.
Quer coisa mais irritante que você estar falando sobre determinado assunto e um ser, vindo das profundezas do além, chegar do nada e discordar? Pô, você é quem está falando e sabe sobre o que fala. Que autoridade essa tal pessoa tem para discordar?

“Adoro aquela música Todo Azul, do Ivan”. Daí vem o teimoso: “Não é o Ivan quem canta. É o Flávio Venturini”.... rrrrrrrrrrrr

Quem disse? E se o Ivan tiver gravado também? Ai, haja paciência.

E, mesmo convencidos do erro, teimamos: “É gravação original do Ivan. Tenho certeza”.
E aí a mentira mais deslavada: “Inclusive, tenho o cd. Se quiser, empresto”.

E, ao soltar esta mentira, nós, que nunca rezamos, viramos os mais fervorosos crentes: “Tomara que ele não peça o cd, tomara que ele não peça o cd....”

O papo/discussão prossegue. Cada qual querendo ter mais razão que o outro e, para que não haja mais conflitos, nós, sim, que não somos nada teimosos, dizemos: “ok, você está errado, mas não vamos discutir. O Flávio deve ter gravado também”.

E aí segue o papo....

Realmente: teimoso é quem não concorda com a gente. Comprovadamente!

Kalinka Iaquinto

sábado, agosto 06, 2005

Em homenagem a ontem: ele, Shakespeare



O AMOR
(Willian Shakespeare)

Como imperfeito ator
que em meio a cena
O seu papel
na indecisão recita,
ou como ser violento
em fúria plena
A que o excesso de forças
debilita;

Também eu
sem confiança em mim,
me esqueço
No amor
de os ritos próprios recitar.

E na força com que amo
me enfraqueço
Rendido
ao peso do poder de amar.

Oh! sejam pois meus livros
a eloquência
Augures mudos
de expressivo peito,
Que amor implorem,
peçam recompensa,
mais do que a voz
que muito mais tem feito.

Saibas ler
o que o mudo amor escreve
Que o fino amor
ouvir com os olhos deve.

quarta-feira, agosto 03, 2005

Ensaio sobre a cegueira

Dizem que o amor é cego. Puxa vida! Vamos deixar o pobre do amor em paz. Por que a culpa deve ser dele? É muito fácil fazer a maior burrada e depois dizer que a paixão, que o amor, nos cegou. Conversa! Adoramos nos enganar.

O cara está lá, dando todos os sinais de que “está querendo pular fora”, mas o que fazemos? Deixamos ele seguir seu caminho, certo? Errado. Total e completamente errado. Ao contrário. Como desesperadas ficamos analisando a voz com que ele falou determinada coisa, as palavras que foram utilizadas, a forma como ele nos olhou, o modo que estava vestido (ai, estava com a camiseta que eu indiquei para ele!!). Nessas horas até a posição das sobrancelhas e dos pés contam, afinal, “o corpo fala”.

Qual é! O corpo realmente fala, mas ele, seu grande amor, já disse: nada de compromisso sério. Mais de uma vez ele furou com você. A desculpa? O trabalho, a falta de dinheiro... motivos que, em momento algum, fizeram com que ele deixasse de sair para beber com os amigos, que comprasse os ingressos para aquele jogo de futebol, que fosse pra balada. E aí? Bem, a explicação é simples. Nós, mulheres cientes sempre nos lembramos que ele poderia ter feito isso. “Naquele dia estava na TPM e tratei ele mal”. Ou então: “sabia que ele não gostava que eu usasse saia. Por que fui implicar?”. E ainda: “não deveria ter perguntado mais de uma vez sobre a festa com os amigos”.

As desculpas são muitas. Diversas. Alô mulherada, vamos acordar!! Será mesmo que precisamos deixar de ter nossos pitis no período pré-menstrual? Será que não podemos usar nossas saias (por mais que elas pareçam abajures de bundas)? Será que não podemos saber se o encontro dele com os colegas foi divertido? Claro que podemos. Tudo tem limite. Verdade. Não podemos virar integrantes da GESTAPO, mas- desculpem-me as que se chamam assim-, Amélias também não.

Kalinka Iaquinto