sexta-feira, dezembro 09, 2005

Mensagem para alguém...

Brasília, um dia deste ano
(...) adorei ter reencontrado vc... estava com saudade. Daquele tipo de saudade que adormece e a gente acaba esquecendo de matá-la porque nos acostumamos a e com ela.... lembra de quando falamos em “estarmos acostumados a determinada situação”? pois é... havia me acostumado a não o ver e, assim, esqueci da saudade em algum cantinho do meu ser...

Apesar de não ter consciência, estava, sim, com saudades.... de sua simpatia, de seu jeito meigo, de seu papo interessante, de sua inteligência, de sua honestidade, de seu olhar, enfim, de você completo!

É engraçado como o tempo e as coisas que acontecem em nossa vida vão fazendo com que esqueçamos de algumas situações e de quanto as pessoas e os fatos nos marcaram. Mas, ao mesmo tempo, assim como nos levam lembranças, as trazem de volta como se tudo tivesse se passando no momento presente.

Certo é que não podemos parar no tempo. Cada época tem seus acontecimentos: trabalhos, namoros em curso, saúde debilitada, enfim! É a vida!! De qualquer forma, algo me diz que as coisas não param por aqui... mas também não sei precisar para onde elas irão.

Sei que ao matar a saudade, reacendi uma chama... daquelas que existem quando a saudade se vai.

Não foi o que pareceu? Por quê? Por eu não ter correspondido a seus carinhos? Não se deixe levar por aparências. Acredite, foi difícil fazer essa recusa. Tive que fazer isso. Fui racional (arrependo-me?... talvez). Penso ter feito o correto. Não seria justo atravessar seus conflitos e suas dúvidas dessa forma.

Sei que algo de positivo pode acontecer. Algo que não faça com que a saudade volte a hibernar... Uma coisa positiva que extermine a saudade; que dê lugar ao carinho, à troca de idéias, ao.. a quê? Não sei. É o tipo de coisa que não posso responder..... pelo menos não sozinha. Não agora.
Kalinka Iaquinto

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Assunto sério

O assunto hoje, como diz o título, é sério.... Estava conversando com meu chefe pela manhã e fiquei sabendo de mais uma coisa. Dessas coisas que a gente sempre sabe que existem, mas que muitos de nós insistem em dizer que não: o preconceito e o racismo.

Aos que não sabem, trabalho com uma pessoa que defende as causas sociais e a luta contra as discriminações é bandeira dele. Também é minha, mesmo que não de forma tão atuante.

Pois é, nossa conversa partiu de um dado estatístico: na Bahia (estado em que 70% da população é negra) apenas 15% da população se diz negra. Daí entramos em assuntos pessoais e constatei (mais uma vez) que muitos afro-brasileiros não assumem suas origens tamanho é o peso do preconceito. Uma situação que não atinge apenas os negros, mas todos denominados de “excluídos”.

Bem, coisas assim me enojam. Explico porque: mostram que no Brasil a prática é sim bem diferente do discurso. Adoramos dizer que não somos racistas, mas será que é bem assim? Somos mesmo um país miscigenado em que as diversidades são respeitadas? Acho que não, mas não vou entrar no mérito da questão.

Deixo aqui apenas um pensamento para que a gente possa refletir: não ser racista ou preconceituoso vai além de ter amigos negros, de aceitar a cultura negra etc. Ser livre desses males é bem o contrário. É conhecer as diversidades (aqui não falo apenas em relação ao racismo) e aceitá-las de coração.


Kalinka Iaquinto