sábado, julho 16, 2005

Passado só no museu

Quer coisa pior que mulher insistente e que não quer, de jeito nenhum, largar o osso? O pobre do cadáver tá que é só pó e lá está ela... Sim, essas são as mulheres que levam um fora, terminam um relacionamento ou algo do tipo e de uma hora para outra se arrependem.
O sentimento de posse se apodera de uma tal maneira que a pobre vira uma atriz digna de receber um Oscar. Pior, ela cria personagens e situações. Resolve aparecer na vida do ex (e muitas vezes na vida da atual do ex) de tudo quanto é jeito.
Lá está o cara, casado, curtindo sua lua de mel e “tchum”... num passe de mágica aparece em sua caixa de emails uma mensagem da ex dizendo que “agradece a colaboração e o apoio de todos neste momento difícil”... Aham... Sabe o que nossa coitada quer? Um sinal de vida do ex ou algo do gênero. Quer saber se ainda importa para ele.
Sem falar naquelas que começam a inventar que receberam mensagens e telefonemas ofensivos e que, sugerem as pobres, podem ser da atual ou do ex... sabem o que isso significa? Carência.
Outras tentam descobrir os lugares que o ex frequenta, seus horários, os gostos da atual, senhas de e-mail... viram verdadeiras detetives (ou criminosas?). Menina, não desvie seu foco... curta sua vida, se valorize. Se vocês não deram certo, paciência. Você gosta mesmo do cara? Se gosta, deixa ele tocar a vida, ser feliz e fique VOCÊ feliz por isso. Afinal, quando gostamos mesmo de alguém queremos a felicidade dessa pessoa. É ou não? Querida, quem vive de passado é museu. Frase batidinha que só, mas verdadeira.
Kalinka Iaquinto

terça-feira, julho 05, 2005

E um dia...

E um dia você acorda e vê que a menininha do papai cresceu.....

Pode ser verdade que há dez anos, apenas dez anos atrás, você não tinha nenhum sinal do tempo em seu rosto? É tudo muito estranho. Você abre seu armário e: tchanan! Um arsenal de cremes... anti-idade. Sim, porque quem ultrapassa a barreira dos 25 anos entra na contagem regressiva. ATENÇÃO! Apenas cinco para os trinta, quatro, três, dois um. E: chega a idade fatídica. Estou quase, tenho amigas que já estã, outras que passaram e outras que estão rumo aos 40 ou mais.

E um dia você percebe que seu fim de semana foi marcante, negativamente marcante (mais uma ruga, céus!!). Acordar, ver que você começa a achar os homens mais novos (leia-se: 20 anos. Garotos, meninos!) interessantes e pensar: "como na minha época eles não eram assim??" Sim, porque os da sua idade não mostram sinais de que já foram maravilhosos um dia. De-pri-men-te - para não dizer desesperador.

E um dia você percebe que apesar de estar avançando na idade, você continua achando que as roupas de décadas atrás continuam caindo em você como uma luva. "Tal como eu era antes" Pura ilusão. Vontade de voltar no tempo. De querer ser mais nova, mais bonita, mais... sei lá, vá entender.

Daí, em um outro dia, você começa a ver que todas suas amigas são como você e que as mais jovens também são como você era. Resumindo: serão como você é hoje. Trágico, mas verdadeiro. Nesse mesmo dia você percebe que os homens também são os mesmos e que, como já dizem por aí, as únicas coisas que os diferenciam são a mãe e o telefone. Apesar de isso não ser regra. Já ouviram falar de irmãos cafajestes?

Ao descobrir essas pérolas todas, em determinado dia você resolve que a pessoa que mais a ama é você mesmo e que, "a partir de agora", sua vida vai ser outra. Nada de se matar no trabalho. Nada de amores que não levam a lugar algum. Nada de roupas que não ficam bem em você, mas que você usa única e exclusivamente porque estão na moda. Nada de tentar ficar parecendo mais nova, afinal, você é madura o suficiente para aceitar as rugas que o tempo está deixando. Mas aí você lembra que as frutas quando maduras caem e se esborracham. Este é o momento de reavaliar esta última afirmação. E aí você vê que uma aplicação de botox, uma lipo ou uma simples limpeza de pele seguida da aplicação de seus milhares de cremes lhe farão um bem enorme.

E um dia você percebe que a tecnologia é maravilhosa para perpetuar sua beleza. E fica achando maravilhoso ter descoberto isso e resolve fazer todas as coisas que pretendia fazer aos 14, aos 22, mas que não tinha condições porque não tinha dinheiro. Agora, madura e segura de si, você pode se dar esse luxo.

E um dia, que pode ser todos, você vê que é feliz, mesmo que existam milhões de problemas. Vê que apesar de crescida você continua sendo a menininha do papai e da mamãe e que vai continuar assim para eles. E, diante dessa grandiosa descoberta, você corre para os braços deles (às vezes literalmente). Afinal, assim como você, eles também envelhecem e a melhor coisa que se pode fazer é parar no tempo. Você na infância. Eles na SUA infância.

Kalinka Iaquinto
(03.10.04)

sábado, julho 02, 2005

Individualidade

Individualidade ............

O que vem a ser isso?
Somos poeira cósmica?
Se existe reencarnação,
o mito do amor platônico não é mito, mas sim fato.

Fato é que nossas almas se dividem
Se reencontram aqui na Terra
nas mais diversas eras
São amigas, parentes, amantes.

Como ser individual se somos mais de um?
Se somos ao mesmo tempo parte e inteiro?

Como não amar o outro já que esse outro pode ser nós mesmos?
Pode ter sido a gente, pode vir a ser?

Individualidade? Não. O que existe é egoísmo.
Kalinka Iaquinto