sábado, agosto 06, 2005

Em homenagem a ontem: ele, Shakespeare



O AMOR
(Willian Shakespeare)

Como imperfeito ator
que em meio a cena
O seu papel
na indecisão recita,
ou como ser violento
em fúria plena
A que o excesso de forças
debilita;

Também eu
sem confiança em mim,
me esqueço
No amor
de os ritos próprios recitar.

E na força com que amo
me enfraqueço
Rendido
ao peso do poder de amar.

Oh! sejam pois meus livros
a eloquência
Augures mudos
de expressivo peito,
Que amor implorem,
peçam recompensa,
mais do que a voz
que muito mais tem feito.

Saibas ler
o que o mudo amor escreve
Que o fino amor
ouvir com os olhos deve.