Crescer
“Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."
Cecília Meireles
Pessoas nem sempre sentem as mesmas coisas de igual forma. É por isso que temos o sofrimento, as mágoas, mas também as alegrias, as aventuras. Os pais, por exemplo, podem dar a mesma educação para seus filhos, mas cada um deles a apreenderá de uma maneira. E, nesse mesmo ritmo, temos todos os demais relacionamentos interpessoais.
Eduardo era uma dessas pessoas - tal como somos todos. Sofria por um amor perdido. Não conseguia compreender a razão de o que vivera ter-se perdido. Olhava para trás e só conseguia lembrar os bons momentos. Apagava os ruins. E, ao fazer isso, apegava-se a algo que já não mais existia.
Lembrava-se das viagens que fizeram juntos. Esquecia-se das brigas em que ficava sozinho em casa com uma porta recém batida em sua cara. Lembrava-se dos carinhos e surpresas intermináveis, mas se esquecia da dor de ver a outra pessoa nos braços de outro, dias após o término.
Acreditava em amor eterno. Era um romântico inveterado. Discordava da máxima “que seja eterno enquanto dure”. Para ele, deveria durar eternamente e para sempre. E, nessa de durar eternamente ele ia deixando sua vida passar. Conhecia novas pessoas e as comparava com a que não estava mais em sua vida.
Até que um dia alguém lhe disse: “talvez o que você tenha sentido não seja o mesmo que sentiam por você”. Foi um choque para Eduardo. “Como não poderia sentir o mesmo? Eu ouvi sinos quando a beijei pela primeira vez!?”
Mas, pensando melhor, analisando conversas e fatos, viu que a pessoa poderia estar certa. Levou um banho de água fria que, aos poucos, transformou-se em alívio. Percebeu que talvez já não amasse mais apenas uma pessoa, mas sim a idéia que havia feito de um relacionamento feliz. Mais, entendeu que na ânsia de fazer com que esse relacionamento de fato existisse, perdeu os melhores momentos ao lado da pessoa que amava. Notou que ele também tinha tido parte no fim.
Doeu, mas dessa vez a sensação foi diferente. Era a dor do crescimento, do amadurecimento. E, ao crescer Eduardo não viu apenas um amor perdido. Viu uma experiência maravilhosa. Tinha apenas uma certeza: na próxima não cometer os mesmos erros. Mesmo com o coração partido, as feridas começavam a cicatrizar e, assim, ele decidiu seguir sua vida. E, seguiu. Hoje, o que se sabe é que Eduardo é feliz, tanto quanto é possível para alguém ser. E, é assim porque passa por milhões de problemas, todos os dias, mas já sabe como os enfrentar.
Eduardo era uma dessas pessoas - tal como somos todos. Sofria por um amor perdido. Não conseguia compreender a razão de o que vivera ter-se perdido. Olhava para trás e só conseguia lembrar os bons momentos. Apagava os ruins. E, ao fazer isso, apegava-se a algo que já não mais existia.
Lembrava-se das viagens que fizeram juntos. Esquecia-se das brigas em que ficava sozinho em casa com uma porta recém batida em sua cara. Lembrava-se dos carinhos e surpresas intermináveis, mas se esquecia da dor de ver a outra pessoa nos braços de outro, dias após o término.
Acreditava em amor eterno. Era um romântico inveterado. Discordava da máxima “que seja eterno enquanto dure”. Para ele, deveria durar eternamente e para sempre. E, nessa de durar eternamente ele ia deixando sua vida passar. Conhecia novas pessoas e as comparava com a que não estava mais em sua vida.
Até que um dia alguém lhe disse: “talvez o que você tenha sentido não seja o mesmo que sentiam por você”. Foi um choque para Eduardo. “Como não poderia sentir o mesmo? Eu ouvi sinos quando a beijei pela primeira vez!?”
Mas, pensando melhor, analisando conversas e fatos, viu que a pessoa poderia estar certa. Levou um banho de água fria que, aos poucos, transformou-se em alívio. Percebeu que talvez já não amasse mais apenas uma pessoa, mas sim a idéia que havia feito de um relacionamento feliz. Mais, entendeu que na ânsia de fazer com que esse relacionamento de fato existisse, perdeu os melhores momentos ao lado da pessoa que amava. Notou que ele também tinha tido parte no fim.
Doeu, mas dessa vez a sensação foi diferente. Era a dor do crescimento, do amadurecimento. E, ao crescer Eduardo não viu apenas um amor perdido. Viu uma experiência maravilhosa. Tinha apenas uma certeza: na próxima não cometer os mesmos erros. Mesmo com o coração partido, as feridas começavam a cicatrizar e, assim, ele decidiu seguir sua vida. E, seguiu. Hoje, o que se sabe é que Eduardo é feliz, tanto quanto é possível para alguém ser. E, é assim porque passa por milhões de problemas, todos os dias, mas já sabe como os enfrentar.
Kalinka Iaquinto
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1 Comments:
leu minha alma jabu
amuuu
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