Uma coisa leva a outra
Hoje virou moda os tais dos seqüestros relâmpagos. Tanto que as pessoas falam com a maior naturalidade “Não fui a seu aniversário ontem, porque fui seqüestrado”. E emendam: “Esse tempo virou, né?”. O absurdo é tanto que donos de bares, quando são comunicados sobre crimes desse tipo na porta de seus estabelecimentos, dizem: “Mesmo? Coisas da vida, não podemos aumentar segurança, sai muito caro”. Sim, sai caro, tão caro quanto a vida das pessoas que entram nesses mesmos lugares e consomem. E dão dinheiro a essas pessoas, coitadas, que não podem pegar o telefone e pedir policiamento no local.
É, talvez seja porque os próprios policiais lucrem com esses seqüestros. Exagero? Acredito que não. O crime não beneficia somente bandidos.
O Jornal da Globo mostrou recentemente que policiais de Curitiba finalizavam o serviço de marginais roubando sons de carros no Largo da Ordem. Em Brasília isso não é diferente. Eu mesma fui seqüestrada (olha a ironia), um dos seqüestradores encontrado em Cidade Ocidental (DF) com meu carro e meu celular. O bandido, reconhecido. Perguntem: foi feita perícia? O cara foi preso em flagrante? Respostas: não.
Mais, apenas UM policial, de Brasília, tentando resolver o caso. E ainda perguntam por que São Paulo teme o PCC! Oras, vamos olhar bem a razão de não se acabar com essa facção criminosa. Bandidos não são apenas aqueles que estão atrás das grades. Eles têm a colaboração de muita gente dita “de bem”.
Enquanto isso não muda, uma coisa leva a outra, vamos continuar com os fogos em ônibus, com uma população amedrontada, com as balas perdidas matando e ferindo inocentes, enfim, com os seqüestros relâmpagos... crimes que começam a ser vistos pelos brasileiros como coisas comuns. Um perigo crescente!
É, talvez seja porque os próprios policiais lucrem com esses seqüestros. Exagero? Acredito que não. O crime não beneficia somente bandidos.
O Jornal da Globo mostrou recentemente que policiais de Curitiba finalizavam o serviço de marginais roubando sons de carros no Largo da Ordem. Em Brasília isso não é diferente. Eu mesma fui seqüestrada (olha a ironia), um dos seqüestradores encontrado em Cidade Ocidental (DF) com meu carro e meu celular. O bandido, reconhecido. Perguntem: foi feita perícia? O cara foi preso em flagrante? Respostas: não.
Mais, apenas UM policial, de Brasília, tentando resolver o caso. E ainda perguntam por que São Paulo teme o PCC! Oras, vamos olhar bem a razão de não se acabar com essa facção criminosa. Bandidos não são apenas aqueles que estão atrás das grades. Eles têm a colaboração de muita gente dita “de bem”.
Enquanto isso não muda, uma coisa leva a outra, vamos continuar com os fogos em ônibus, com uma população amedrontada, com as balas perdidas matando e ferindo inocentes, enfim, com os seqüestros relâmpagos... crimes que começam a ser vistos pelos brasileiros como coisas comuns. Um perigo crescente!
Kalinka Iaquinto
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